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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Oração e Jejum (fonte por email)


IMPEDIMENTOS À ORAÇÃO

Como vimos no estudo anterior, o silêncio de Deus pode significar que algum impedimento pode estar ocorrendo contra nossas orações; precisamos então ver o que a Bíblia nos diz sobre isso.

IMPEDIMENTOS GERADOS PELO PECADO

O principal impedimento às nossas orações são os nossos próprios pecados, conforme nos diz o texto de Isaías 59:1,2

Geralmente são cinco os tipos de pecados que servem de empecilhos às respostas da oração :

1.Desobediência Dt. 1:43-45

Quem obedece e faz a vontade de Deus, Ele o ouvir Jo.9:31

2.Falta de amor ao próximo Is. 58:9-10

Pedimos e recebemos porque obedecemos o Seu mandamento de amar o nosso próximo I Jo.3:22-23

3.Injustiça Mq. 3:1-4; Is. 1:15-17

Deus ouve os justos Sl. 34:17

4.Espírito irreconciliável Mt.5:23,24; Mc. 11:25

Deus ouve os que se humilham II Cr.7:14

5.Desentendimento conjugal I Pe. 3:7

Na concordância do casal há promessa de resposta Mt.18:19

Veja bem que no estamos tratando aqui sobre se pedimos ou no conforme a Sua vontade, mas sim se as nossas atitudes no criaram uma barreira natural impedindo nossas orações. Veja a Quarta visão do profeta Zacarias onde o sumo sacerdote acusado por Satanás porque suas vestes estavam sujas ( pecado ). Za. 3:1-4. Qualquer pecado do sumo sacerdote poderia ser fatal a ele, por isso tinham campainhas penduradas nas suas vestes para se saber se estavam vivos Ex. 39:25,26 e eles entravam no santo dos santos com uma corda amarrada na cintura, e se morressem lá eram arrastados de fora Lc. 1:10,21;; e hoje nós somos sacerdotes diante de Deus I Pe. 2:9; Ap. 5:9-10, e nossas orações como incenso Ap. 8:4 , não somos consumidos por causa da Sua misericórdia Lm. 3:22-23 mas são criados impedimentos porque Deus Santo. Neste caso nos resta uma solução, veja o que diz Tiago 4:8-10

IMPEDIMENTOS GERADOS PELAS FORÇAS OCULTAS DAS TREVAS

O segundo tipo de impedimento s nossas orações aquele que gerado pela oposição do inferno tentando impedir que oração tenha êxito. Isso aconteceu com Daniel quando ele orava buscando discernimento dos acontecimentos dos últimos dias ( Daniel 9:2-3 ) e o príncipe do reino da Pérsia ( um principado do inferno ) se opôs ( Daniel 10:12-13 ) e isso aconteceu durante 21 dias ( Daniel 10:2 ).

Tendo então conhecimento desses fatos, de como ocorrem pelejas espirituais no intuito de contrariar na vida do crente, na sua família, no seu trabalho, na sua igreja, na sua cidade, tudo o que Deus tem determinado, precisamos nos posicionar quando em oração nos colocamos, pois uma oração feita por um justo muito pode em seus efeitos ( Tg. 5:16-18 ), ore portanto a todo o tempo vestido da armadura de Deus ( Ef. 6:11, 18 ).

Ás vezes as forças ocultas das trevas não são mobilizadas apenas no momento em que o crente começa a orar, maldições hereditárias, espíritos familiares ou qualquer outra ferramenta do inferno pode estar travando a benção a qual você está pedindo em oração, nesse caso entram em ação a perseverança, a revelação da parte de Deus, o conhecimento da Palavra e o posicionamento para a guerra para destravar a sua benção, porque ela j sua. Assim como o povo de Israel teve que lutar contra os povos para conquistar a terra prometida você no tem que travar uma batalha com Deus na sua oração e sim contra as correntes do inferno para que elas sejam arrebentadas em nome de Jesus.

Veja o caso de Isaque, um espírito familiar de esterilidade acompanhava aquela família, observe que Sara era estéril ( Ge. 11:29-30 ), Rebeca era estéril ( Ge. 25:21 ), Raquel era estéril ( Ge. 29:31 ), o diabo queria a qualquer custo impedir que a palavra de Deus se cumprisse ( Ge. 15:5 ), Sara, Rebeca e Raquel tinham os mesmos laços familiares ( Ge. 20:12; Ge. 22:23; Ge. 29:12 ) ( a questão da esterilidade pode estar vinculado a algum pacto feito por Sara ou seus pais estando eles ainda em Ur dos Caldeus, pois o padroeiro de Ur era um deus ligado lua podendo Ter então influência na questão da fecundidade ) ( veja como era forte essa questão da esterilidade de Sara quando Deus torna toda a casa de Abimeleque estéril por causa da esterilidade de Sara Ge. 20:18 ) A vitória de Sara vem por intervenção de Deus ( Ge. 18:9-14 ), a vitória de Rebeca vem pela oração insistente de Isaque ( Ge. 25:21 ), a vitória de Raquel vem por sua própria luta em oração ( Ge.30:8 e 22 )

Na próxima parte veremos o que a Bíblia nos ensina sobre oração espiritual, orar em línguas, orar no espírito, etc. Releia essa, e todas as outras apostilas e comece a colocar em prática tudo o que o Espírito Santo de Deus tem te ensinado.

ORAÇÃO ESPIRITUAL

Orar no Espírito ou orar em línguas é um sinal de que a oração é mais santa ? Vai esse tipo de oração direto para o trono de Deus ? Vamos ver o que a Bíblia nos diz sobre isso.

ORAR NO ESPÍRITO E ORAR EM LÍNGUAS

O apóstolo Paulo dá especial importância ao fato de a verdadeira oração ser obra do Espírito Santo. Ele fala daquela liberdade, alegria e confiança na oração que brota da nossa consciência de sermos filhos de Deus. Em outras palavras, tal oração não tem origem em qualquer poder que o homem possui, e nunca pode ser considerada uma obra meritria. Assim como a própria fé, da qual a oração vai brotando, e com a qual esta praticamente idêntica, uma dádiva celestial. ( veja Rm. 8:15; Ef. 6:18; Gl. 4:6 ).

Para Paulo, a oração , em última análise, o Espírito que habita em ns e nos d energia, que conversa com o próprio Deus, que o Espírito. ( II Co. 3:17; Jo. 4:24 ) Logo a oração, para ser eficaz, no depende da eloqüência humana nem de qualquer estado de Espírito específico do homem. O apóstolo ressalta, pelo contrário, que a oração operada no Espírito tanto evidência da certeza da salvação, quanto aumento da mesma. ( Rm. 8:15-16 ).

Uma boa interpretação de Rm. 8:26 sustenta que no se trata meramente de no sabermos como orar, mas também, o que devemos orar. Visto que a oração, nos escritos de Paulo, nunca se faz sem palavras, entende-se que os gemidos ou suspiros referidos são exclamações de oração que acompanhavam o grito de aclamação : Aba, Pai! ( Rm. 8:15 ). Orar no Espírito então, é sempre no sentido de o Espírito colocar na boca do homem aquilo que ele deve pedir em oração. Embora a tradição palestiniana no permitisse que o raciocínio fosse deixado de lado, Paulo também expressa essa preocupação conforme I Co. 14:15. Porém o orar no Espírito também se expressa por orar em línguas, e com isso que Paulo também se ocupa em I Co. 14:7-14. O Dom de línguas que tinha o seu lugar no culto público, aqui se descreve em termos de gemidos profundos demais para que se possa expressar por palavras, são expressões glossolálicas. Visto que o próprio Espírito está agindo aqui, e que o orar em línguas é o veículo de comunicação mediante os crentes clamam a Deus, o fenômeno terrestre a expresso e reflexo de um fenômeno celestial.

Paulo não desenvolve esse conceito num sentido pietista de nos erguer acima das nossas foras para nos aproximar de Deus. O Espírito no nos livra de coisas terrestre, mas sim, como nosso procurador, leva Deus as nossas necessidades de maneira que ns mesmos no podemos expressar. As expresses verbais não são as línguas do anjos que indicariam uma possesso completa da presença de Deus, que o que os Coríntios falsamente supunham, mas sim um sinal da solidariedade da igreja com o restante da criação, que suspira ou geme da mesma maneira. A presença do Espírito, pois, apenas primícias da plena realidade da nossa adoção como filhos.

Orar em Espírito ou em línguas uma necessidade e somos edificados com isso porém são feitas por pessoas pecadoras e cheias de fraquezas, as fraquezas porém não são meras falhas espirituais, mas sim, descrições da condição humana. Além disso quando oramos em línguas no isso um sinal de que a igreja j se realizou, por assim dizer, ou que isso represente uma espiritualidade adiantada, pelo contrário, para Paulo nada mais do que o clamor por libertação, feito por aqueles que sofrem tentações.

Podemos ir além e indicar que Paulo no diz aqui que o suspirar uma forma adequada de prestar culto. Na realidade diz o contrário. É inadequado, pois mostra que no sabemos o que orar conforme devemos, e que essas expresses verbais no transmitem aquilo que está na mente de Deus. Tal falha, porém, compensada mediante a intercessão do Espírito. Essa intercessão aceitável a Deus, porque Deus conhece a mente do Espírito, e o Espírito intercede em conformidade com a vontade de Deus. Mais tarde, Paulo define o culto espiritual ou racional em termos de apresentar o corpo por sacrifício vivo e agradável a Deus, ( Rm. 12:1 ), passa então a explicar o que significa isso em termos de no se conformar com o mundo, da renovação da mente, de fazer uso dos seus dons dentro do corpo de Cristo, e da vivência diria num mundo dominado por autoridades pagãs ( conf. Cap. 12 e 13 ). Essas referências indicam como se deve complementar a adoração que se descreve no capítulo 8 de Romanos. Implica na dedicação a Deus da personalidade total, de modo racional, que abrange a totalidade da mente; e prático, alcançando os aspectos práticos da vivência de todos os dias, na igreja e no mundo.

Podemos então concluir que orar no Espírito ou orar em línguas é uma expressão de fé e busca de Deus e não um sinal de santidade, é necessário para orarmos em intimidade com Deus e sermos edificados, porém é uma expressão clara da nossa fraqueza, de que necessitamos da operação do Espírito para alcançarmos pleno êxito na nossa busca em direção a Deus.

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